O fim das autoescolas como conhecemos: entenda a transformação digital neste setor

Soluções tecnológicas com uso de inteligência artificial criam um novo conceito de autoescolas e reduzem as chances de irregularidades e fraudes.



Quem não sonha com um carro que facilite a vida no trânsito? Se realizar uma baliza ou encontrar o melhor trajeto para um destino podem ser problemas para o motorista, novos recursos mostram que o conforto e a melhor experiência atrás do volante são uma prioridade. Seja com GPS, sensores de distância ou até mesmo sensor de estacionamento com piloto automático, novos gadgets para carros combinam os conhecimentos teóricos e práticos de motoristas com soluções tecnológicas que nos ajudam a ser melhores condutores.

Mas nos últimos anos a tecnologia também vem mudando o modo como nos preparamos para dirigir – e, assim, sermos melhores motoristas.

Apesar do recente projeto de lei que defende o fim da obrigatoriedade das autoescolas para a formação de novos condutores, a tecnologia nos mostra que o fim pode ser diferente. Com menos burocracia, redução de fraudes e mais transparência, estamos na melhor época para você descobrir o fim das autoescolas como conhecemos: agora, elas são conectadas com o futuro através de novas tecnologias.



Acelerando rumo à inovação

Até pouco tempo atrás, era comum ver alunos que compareciam às autoescolas marcar presença nas aulas teóricas ou práticas e logo depois iam embora, sem participar de nenhuma delas. O acompanhamento não era efetivo e as irregularidades até hoje ainda trazem uma má reputação para os Centros de Formação de Condutores (CFCs).

Agora, as soluções para gestão estão mais avançadas e com alta performance para reduzir esses problemas. O cadastro biométrico, com a captura de impressões digitais e de faces, foi uma das primeiras transformações nos CFCs para a adequação às novas tecnologias.

A rotina de cadastro é simples: alunos e instrutores são identificados e registram, continuamente, sua frequência no cumprimento da carga horária de aulas exigidas. São softwares de identificação biométrica que utilizam algoritmos exclusivos para o reconhecimento e verificação das pessoas envolvidas no processo de formação.

Mas como impedir que os problemas antigos das autoescolas continuassem acontecendo?

Na direção da tecnologia, em sala ou em campo

A importância da tecnologia no processo de formação de condutores vai além de oferecer mais agilidade para alunos e instrutores. A transparência é uma das principais vantagens que, a partir de novos recursos tecnológicos, certificam e garantem uma formação segura e de qualidade.

As aplicações de inteligência artificial nas salas de aula e nos veículos já ajudam na garantia de segurança e identificação de casos de fraudes nos CFCs. A certificação do processo de formação é realizada através da validação das informações armazenadas no sistema, com a captura dos dados em tempo real. No caso das aulas teóricas, além do registro de entrada e saída, o monitoramento pode contar com uma câmera em sala de aula para analisar a permanência das pessoas dentro da sala.

Já nas aulas práticas, ninguém espera uma cena de Velozes e Furiosos acontecendo. Por isso, as aulas também contam com o registro biométrico de digital ou de face e outros mecanismos específicos, como sensores, antena GPS e imagens para auxiliar na checagem de que são as mesmas pessoas durante todo o processo e no registro de percursos, velocidade e duração das aulas.

Esses são alguns dos avanços da transformação digital que já cabem na palma da mão dos condutores. Um outro exemplo em recursos são as interfaces em que o aluno pode acompanhar relatórios das aulas e avaliar suas etapas de aprendizado direto em um aplicativo.

No fim, a garantia de que a formação não teve irregularidades e, até mesmo condutas e comportamentos inadequados de alunos e instrutores, está no cruzamento das informações, em que todos os dados coletados são comparados e checados nesta série de validações.



Sinal verde para a transparência

Se antes as pessoas consideravam as etapas de emissão de carteira de habilitação duvidosos, hoje, o fim das autoescolas como conhecemos determina o fim das fraudes, burocracias, irregularidades e insegurança.

A transparência durante o processo de formação já se estende aos departamentos de trânsito brasileiros, incluindo a preocupação com o armazenamento seguro de dados biométricos de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados, por exemplo.

As soluções garantem um novo olhar para a formação de condutores, com a presença de especialistas dedicados à profissão e ao ensino de trânsito. São novas oportunidades para a confiança e agilidade nos serviços de órgãos públicos, que contam com a união da qualidade de ensino dos CFCs e do avanço tecnológico para combater os problemas do setor. Com a tecnologia, antigas necessidades ganham novas formas de avanço para todos.

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